Representatividade no Oscar

17-09-2020

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, anunciou no dia 09 de Setembro de 2020, novos requisitos para indicações de filmes ao Oscar. Os padrões foram criados com o intuito de aumentar a representatividade no mundo do Oscar. 

Em 2016 o movimento “Oscar So White” fez com que essa representação de raças, etnias, mulheres, LGBTQI+, deficientes fosse melhor pensada e observada dentre os filmes indicados ao Oscar até então. 

Os novos requisitos são difundidos em 4 pilares e devem ser seguidos durante a criação dos possíveis longas indicados futuramente. Os padrões a seguir começam a valer a partir do Oscar de 2022 e serão obrigatórios a partir do ano de 2024. 


Padrão 1: representatividade de temas e narrativas na tela (1 de 3 critérios necessários)

  •  Pelo menos um dos atores principais ou coadjuvantes de destaque deve pertencer a uma etnia ou grupo racial pouco representado (asiático, latino/hispânico, negro, nativo-americano, norte-africano, nativo havaiano)
  •  Pelo menos 30% de todo o elenco em papéis secundários ou menores devem pertencer a dois grupos pouco representados (mulheres, grupos raciais ou étnicos, LGBTQI+, pessoas com deficiência física ou cognitiva)
  •  A história principal, tema ou narrativa deve ser centrada em um grupo pouco representado

Padrão 2 : Liderança criativa e equipe do projeto (1 de 3 critérios necessários)

  • Pelo menos dois membros da liderança criativa e chefes de departamento – diretor de elenco, cinematógrafo, compositor, figurinista, diretor, editor, cabeleireiro, maquiador, produtor, designer de produção, decorador de set, editor de som, supervisor de efeitos visuais, roteirista – devem pertencer a um grupo pouco representado e pelo menos uma posição deve pertencer a uma etnia ou grupo racial pouco representado.
  • Pelo menos seis membros da equipe (com exceção de Produtor Associado) devem pertencer a um grupo pouco representado.
  • Pelo menos 30% da equipe técnica inteira deve pertencer a um grupo pouco representado

Padrão 3: Acesso à Indústria e criação de oportunidades (ambos critérios necessários)

 

  •  O produtor ou distribuidor do filme deve financiar aprendizado/estágio remunerado para pessoas de grupos pouco representados; grandes estúdios devem ter presença substancial de aprendizes/estagiários assalariados de grupos pouco representados na maior parte dos departamentos (desenvolvimento/pré-produção, produção presencial, pós-produção, música, efeitos visuais, aquisições, administração, distribuição, marketing e publicidade); estúdios pequenos e independentes devem ter pelo menos dois aprendizes/estagiários assalariados de grupos pouco representados (pelo menos um de um grupo étnico ou racial pouco representado) em pelo menos um dos departamentos
  • A companhia responsável pela produção, distribuição e financiamento do filme deve oferecer oportunidades de emprego ou capacitação para pessoas de grupos pouco representados.

Padrão 4: Desenvolvimento com o público

 

  • O estúdio tem executivos sênior de grupos pouco representados (pelo menos um de um grupo étnico ou racial pouco representado) em suas equipes de marketing, publicidade e distribuição



A produção deverá enviar um formulário mostrando que seguiu as normas de inclusão ditadas pela Academia. O que achou desse novo método?



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